Como o Intelimap calcula
Cada número que o Intelimap mostra vem de fonte pública, com a origem e o período ao lado. Esta página explica, em linguagem simples, como esses números são calculados — e o que eles não são.
Em todo o Brasil: ritmo de construção por satélite em qualquer endereço, índice de preço FipeZAP em 56 cidades e dados do IBGE e do Banco Central. Custos de cartório: em Minas Gerais e em mais 14 estados (checklist de documentos em 13); ITBI calculado em 11 capitais. Só em Belo Horizonte: valor declarado à Prefeitura e zoneamento.
O ritmo de construção por satélite e o perfil demográfico estão explicados em Análises por satélite.
1. O que é o "valor declarado à Prefeitura" (Belo Horizonte)
Hoje, o Intelimap usa o valor declarado só em Belo Horizonte, onde a Prefeitura publica as vendas uma a uma em dados abertos.
Quando um imóvel é vendido em Belo Horizonte, o comprador paga um imposto (o ITBI) e declara à Prefeitura o valor da transação. A Prefeitura publica esses registros, venda a venda, em dados abertos. É desse registro que vêm os números do Intelimap: valor DECLARADO em vendas que aconteceram — não opinião, não anúncio.
Por que chamamos de piso transacional, e não de preço de mercado: o valor declarado é o da venda fechada — geralmente abaixo do valor pedido em anúncio. Por isso o Intelimap sempre rotula esse número como piso: o mercado dificilmente vendeu por menos que isso, mas pode ter vendido por mais.
2. Área da Prefeitura não é área privativa (Belo Horizonte)
A área que aparece nos registros da Prefeitura (IPTU e ITBI) é calculada como a área total construída do prédio multiplicada pela fração ideal da unidade — ou seja, ela inclui a fatia de área comum (hall, circulação, lazer, garagem comum) que cabe a cada apartamento. É o que a própria Prefeitura descreve na FAQ do IPTU, e o que confirmamos no dado: no Cadastro Imobiliário aberto (base de 01/09/2026), essa conta fecha de forma constante em 90% dos lotes com 4 ou mais apartamentos.
A área do ITBI é a mesma do cadastro: nas vendas de apartamento do bairro Buritis entre jul/2024 e ago/2026, a área registrada na venda é idêntica à área de uma unidade do mesmo prédio no cadastro em 99,7% dos casos (levantamento de set/2026).
Já o anúncio e o proprietário falam em área PRIVATIVA (só o apartamento). Comparar as duas áreas diretamente está errado por construção. O Intelimap não aplica um fator de conversão inventado: enquanto não houver conversão calibrada com documentos, ele explica a diferença de base em vez de converter.
3. Como escolhemos comparáveis (Belo Horizonte)
Quando você informa um endereço, o Intelimap procura vendas registradas em níveis cada vez mais largos, e para no primeiro nível com amostra suficiente — sempre dizendo qual nível usou e quantas vendas havia: mesmo prédio (mesma tipologia) → mesma rua → raio de 300 metros → faixa de área do bairro. Nos níveis de rua e raio, só entram vendas de área parecida — até 20% maior ou menor (critério fixo do método, set/2026).
Tipologia é o grupo de unidades do mesmo prédio com a mesma área na base da Prefeitura — na prática, as plantas iguais que se repetem andar a andar. Quando a área privativa que você informa, dividida pela área de uma tipologia do prédio, cai entre 0,55 e 0,85, consideramos que achamos a sua tipologia. Exemplo real (smoke de set/2026): 90 m² privativos no Buritis casaram com a tipologia de 127,68 m² na base da Prefeitura (razão 0,70).
"Inferido" é o par de áreas (privativa e da Prefeitura) deduzido por essa razão — não foi medido em matrícula nem em documento. Ele fica registrado, mas NUNCA ativa a conversão automática de área de um bairro: só medições vindas de documento, em volume, ativam a conversão (regra de set/2026). Deduzir e sair convertendo seria empilhar suposição sobre suposição.
Para dar escala: na janela set/2025–ago/2026, o bairro Buritis tinha 1.014 vendas de apartamento registradas (valor típico de R$ 4.867/m² na base da Prefeitura) e a faixa de 72 a 108 m² tinha 200 vendas (R$ 4.979/m²).
4. O que a checagem em código reprova
Toda resposta do consultor passa por uma checagem escrita em código (não em inteligência artificial) antes de chegar a você. Ela reprova, entre outros:
- número que não veio dos dados — se o valor não está no que foi apurado, não pode estar na resposta;
- faixa de preço sem dizer de quantas vendas veio (o "n") e de qual recorte (prédio, rua, faixa de área, bairro inteiro);
- estimativa apresentada como se fosse uma venda que aconteceu;
- resposta cuja substância é só um botão, quando havia dado para mostrar;
- texto que contradiz a base de área usada no cálculo;
- projeção de preço futuro — o Intelimap não faz projeção.
5. Limites — com honestidade
Nenhum método esconde as limitações do dado. As nossas:
- dado de transação (ITBI aberto) existe, por enquanto, só para Belo Horizonte. Fora de BH, o Intelimap diz que não tem — não estima. Em todo o Brasil, o que existe é o índice FipeZAP da cidade (56 cidades), o satélite e os dados do IBGE e do Banco Central;
- o ITBI não registra número de quartos. Por isso o recorte possível é por faixa de área, não por "3 quartos";
- o valor declarado tende a subestimar o preço fechado (seção 1) — é piso, e é assim que o apresentamos;
- aluguel só existe como índice por cidade (FipeZAP), sem recorte de bairro — e a resposta diz isso;
- as vendas entram pela data de quitação do imposto; a venda em si é anterior, por um prazo que o dado não mostra (levantamento de set/2026);
- a janela padrão é a dos 12 meses mais recentes publicados pela Prefeitura.
6. Fontes
Em todo o Brasil:
- Índice FipeZAP (FIPE): venda e locação por m², 56 cidades;
- IBGE: Censo 2022;
- Banco Central: Selic e IPCA (SGS);
- INEP: Ideb;
- OpenStreetMap: facilidades do entorno;
- Copernicus Sentinel-2 e Landsat: ritmo de construção (ver Análises por satélite).
Em Belo Horizonte, com licença aberta (Creative Commons Attribution na origem):
- ITBI – Relatórios (dados abertos da PBH, CKAN);
- Cadastro Imobiliário (dados abertos da PBH, um conjunto por regional);
- Lei 11.181/2019 (zoneamento);
- Portaria de emolumentos do TJMG.
7. Importação de anúncios
Em Meus imóveis, você cola o texto do anúncio ou o link do portal e a ficha é preenchida a partir dele. O link é lido uma vez, só quando você pede; se o portal bloquear a leitura, cole o texto.
O que ficou em dúvida não é adivinhado: aparece numa lista para você confirmar na ficha. O Intelimap não publica em portal nenhum.
8. Vitrine
A vitrine é uma página pública sua, com os dados que você cadastra (nome, CRECI, foto, WhatsApp, apresentação) e os imóveis que você publicar. Nada aparece sem a autorização de publicação marcada e a vitrine ligada; desligar tira tudo do ar.
O mapa da vitrine usa MapTiler e OpenStreetMap, com o crédito aos colaboradores do OpenStreetMap (licença ODbL).
9. Zoneamento (Belo Horizonte)
A consulta cruza o lote (pelo endereço ou pelo índice cadastral do IPTU) com as camadas de zonas, ADEs e porções de permeabilidade dos dados abertos da Prefeitura e aplica os parâmetros da Lei 11.181/2019 (Plano Diretor), Anexo XII.
O resultado é um teto teórico pelo coeficiente de aproveitamento, com o texto da lei ao lado de cada parâmetro. É informativo: não substitui a Informação Básica oficial da Prefeitura nem projeto aprovado.
10. Custos para fechar (por estado)
A conta é feita no servidor, em centavos, com as tabelas oficiais transcritas linha a linha: escritura e registro pela tabela de emolumentos em vigor de cada estado; as reduções do 1º imóvel pela lei federal e pelas regras do estado; o ITBI e o ISS pela lei de cada município, onde ela foi lida. Em Belo Horizonte, o ITBI vem da página oficial da Prefeitura e a tabela é a portaria do TJMG.
Cada linha mostra a fonte e a vigência. Se faltar uma tabela, a linha aparece como não carregada e o total é marcado como parcial. Se faltar uma parte de uma linha, sai sem total, e a linha diz o que falta. O ISS só entra no total onde a lei municipal diz a base. É estimativa: confirme na guia da Prefeitura e no cartório.
11. Documentos para fechar (por estado)
A lista é montada por tipo de negócio (à vista, financiado, com FGTS, vendedor espólio ou pessoa jurídica) a partir de uma base curada, em que cada item traz a fonte oficial e a data de acesso.
Itens que são prática de mercado, e não exigência da norma, aparecem marcados. Custo e validade só aparecem quando a fonte oficial informa. É uma lista de referência: confirme com o cartório e o banco.
12. Radar: o número do mês (Belo Horizonte)
O Radar usa as vendas declaradas no ITBI de Belo Horizonte do mês publicado pela Prefeitura: só imóvel com área construída e sem compra parcial. Onde o bairro tem vendas de apartamento suficientes no ano, contam só os apartamentos, como na mediana de 12 meses; nos outros bairros, todo o residencial.
A mediana é a do valor declarado por m² (área construída declarada no ITBI), depois do mesmo corte de valores extremos da mediana de 12 meses (3 vezes o intervalo entre o 1º e o 3º quartil, só com 4 vendas ou mais).
A comparação com o mês anterior só aparece quando os dois meses têm 5 vendas ou mais. Com menos, a diferença seria ruído, não tendência. Com 1 a 4 vendas, o número vem com o aviso de que não representa o bairro.
É o número de um mês só, diferente da mediana de 12 meses que o consultor mostra. Valor declarado é piso transacional, não preço de mercado.
Os levantamentos citados nesta página são de setembro de 2026 e se referem à base pública disponível naquela data. Quando a base muda, os números das respostas mudam com ela — sempre com a janela indicada.
Dados públicos e oficiais, com fonte em cada resposta.
O consultor cita de onde veio cada número. Estas são as fontes.
FipeZAP (índice FIPE)
Preço de venda e de locação por m², série mensal
56 cidades · série até ago/2026
Prefeitura de Belo Horizonte — transações de ITBI (dados abertos)
Valor declarado por bairro (mediana declarada), piso transacional
Belo Horizonte (2025-09–2026-08)
IBGE
Perfil demográfico do município: população, renda, densidade
Censo 2022, todos os municípios
OpenStreetMap
Infraestrutura, facilidades e geocodificação
Cobertura nacional, atualização contínua
Copernicus Sentinel-2 (ESA) e Landsat (USGS/NASA)
Imagem de satélite: leitura histórica de construção e adensamento
Sentinel-2 desde 2015; série longa com Landsat desde 1984 (dossiê padrão: 2015–2024)
INEP
Ideb por município e rede de ensino
Ideb 2023
Limites de bairro — Prefeitura de Belo Horizonte
Contorno do bairro no mapa, vizinhança e o bairro de um ponto (camada Bairro Popular, Lei 11.490/2023)
Belo Horizonte
Banco Central do Brasil
Selic meta e IPCA (sistema SGS)
Selic vigente desde 17/09/2026 · IPCA de ago/2026
Portais de anúncios (via busca web)
Anúncios de imóveis: links e preços quando aparecem
Zap Imóveis, VivaReal, OLX, Imovelweb, Chaves na Mão
preços pedidos, não verificados
MapTiler, OpenStreetMap
Imagem de fundo do mapa (satélite híbrido)
Atribuída no próprio mapa